A Domus Social concluiu a reabilitação de dois edifícios na zona da Ribeira-Barredo, no coração do Centro Histórico do Porto. As intervenções integram a estratégia da empresa municipal de recuperação de edifícios dispersos para habitação apoiada, contribuindo para regeneração urbana e qualificação do parque habitacional social.
Através da recuperação de edifícios propriedade do Município, a empresa municipal tem vindo a alargar a oferta de habitação apoiada fora dos bairros municipais, contribuindo simultaneamente para a regeneração urbana de diferentes zonas da cidade.
No Centro Histórico, parte deste trabalho incide sobre património proveniente do antigo Comissariado para a Reabilitação Urbana da Área da Ribeira/Barredo (CRUARB) e da extinta Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto (FDZHP).
Também noutros pontos da cidade, a Domus Social tem atuado em edifícios devolutos ou em avançado estado de degradação, em parte adquiridos pelo Município através do direito de preferência.
O objetivo é reabilitar e integrar estes edifícios no parque habitacional municipal, aumentando a oferta de habitação apoiada fora dos bairros municipais e contribuindo para a qualificação do tecido urbano.
Como resultado deste trabalho, a Domus Social gere atualmente um parque habitacional composto não apenas pelos 50 bairros municipais distribuídos pelas várias freguesias da cidade, mas também por 223 edifícios dispersos, maioritariamente localizados no Centro Histórico do Porto.
É neste contexto que se enquadram as intervenções recentemente concluídas na zona da Ribeira-Barredo, em dois edifícios onde foram realizadas obras de reabilitação com foco na melhoria das condições de habitabilidade e conforto dos moradores.

Habitação apoiada na zona histórica
Na Travessa do Barredo, nº7, foi concluída a reabilitação de um edifício de três pisos, que integra um restaurante ao nível da rua e uma habitação T2 duplex nos pisos superiores.
No interior, a intervenção que representou um investimento de aproximadamente 148 mil euros incidiu, sobretudo, na melhoria da organização espacial, iluminação natural e conforto da fração. O projeto, da autoria do Atelier Merino Rocha, introduziu uma nova claraboia sobre a caixa de escadas, garantindo ventilação e iluminação natural.
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Foram ainda realizadas alterações pontuais ao nível espacial, com o intuito de tornar a habitação arquitetonicamente mais qualificada, nomeadamente através do realinhamento de paredes divisórias e reorientação do lanço inferior das escadas, no sentido de regularizar os espaços existentes e melhorar a funcionalidade das divisões.
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O revestimento dos pavimentos foi substituído e os revestimentos das paredes e tetos reabilitados. As instalações elétricas, de telecomunicações - anteriormente inexistentes - e de abastecimento de água, bem como os armários e equipamentos da cozinha e instalação sanitária, foram integralmente substituídos. As janelas deram lugar a nova caixilharia de madeira certificada, com vidro duplo.
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Ao nível da envolvente exterior, a intervenção centrou-se na resolução de algumas patologias construtivas, nomeadamente infiltrações ao nível da cobertura e respetivos danos nos pisos inferiores e na melhoria do comportamento térmico do edifício.
O revestimento da cobertura foi substituído por um sistema ventilado com isolamento térmico, novos rufos em zinco e caleiras metálicas. A fachada nascente, rebocada e em pedra à vista, foi reabilitada e as fachadas sul e oeste receberam um novo sistema de chapa ondulada sobre isolamento térmico.
Renovação estrutural e valorização das zonas comuns
Já na Rua de Baixo, nº11, fruto de um investimento de cerca de 357 mil euros, foi possível reabilitar a envolvente e zonas comuns de um edifício de quatro pisos, originalmente utilizado como armazém de bacalhau e convertido em habitação em 1936.
O projeto, assinado polo gabinete de arquitetura JF&GP, Arquitectura e Design, Lda. teve como principal objetivo a resolução das patologias construtivas do edifício, com destaque para o reforço da caixa de escadas, que apresentava um elevado estado de degradação ao nível do rés-do-chão. Foram substituídos todos os degraus e patamares em madeira e reabilitado o corrimão existente.
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De forma a resolver problemas associados a infiltrações de água, o revestimento da cobertura foi substituído por um sistema ventilado com isolamento térmico, novos rufos e caleiras em zinco. Também no interior das habitações foram realizadas reparações pontuais decorrentes dos danos causados pela água, reestabelecendo as condições de habitabilidade e segurança.
A obra teve ainda como intuito a melhoria do comportamento térmico do edifício. As fachadas norte e sul foram rebocadas com sistema de reboco leve que incorpora aglomerado de cortiça, enquanto as empenas foram revestidas com sistema de chapa ondulada sobre isolamento térmico. As janelas foram substituídas por caixilharia de madeira certificada, com vidro duplo e sistema de ventilação natural, tendo sido também renovados os lanternins existentes e reabilitadas as portas em madeira maciça, ao nível da rua.
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As infraestruturas elétricas e de telecomunicações das zonas comuns foram igualmente renovadas, com uma nova disposição da iluminação comum e de emergência, instalada à vista de modo a facilitar manutenção futura. Nos armazéns do piso térreo foi instalada uma nova rede elétrica e iluminação, bem como um teto falso com função acústica para proteção da habitação superior.
Continuidade na reabilitação de edifícios dispersos
Estas intervenções reforçam o compromisso contínuo da Domus Social na reabilitação do edificado municipal, garantindo melhores condições de habitabilidade, conforto e segurança e contribuindo para uma maior integração social na cidade.
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